Festival celebra a imigração japonesa na Praça Central

O dia de recordar a milenares tradições japoneses começou muito antes do horário combinado. Após uma forte chuva que ameaçou, pela segunda vez, a realização do festival, jovens descendentes japoneses estiveram na Praça Central fazendo o Teru Teru Bozu. A história conta que os fazendeiros do Japão prendiam os bonecos, feitos a mão de papel ou pano, pedindo que o tempo permanecesse aberto, sem chuva. Coincidência ou não, o que os presentes viram foi o sol surgindo no final da tarde, e um clima que permaneceu agradável até o término das festividades, por volta das 23 horas.

O Festival de Cultura Japonesa, em homenagem aos 110 anos da imigração trouxe, na noite de sábado (1º de dezembro) diversos atrativos, que aproximaram os montealtenses à linda história de luta da comunidade ao chegar no Brasil, além de reunir descendentes e famílias para matarem a saudade de sua terra de origem.

O evento começou às 20 horas, com a execução dos Hinos Nacionais dos dois países, Brasil e Japão. Com apresentação de Luiz Felipe Nunes e tradução à língua japonesa realizada por Cilmara Morita, as autoridades municipais foram convidadas a saudarem os presentes.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Júlio Zacarin Neto relembrou a história da imigração, os desafios enfrentados e a difícil adaptação a um novo clima e cultura. Em seguida, o prefeito João Paulo Rodrigues parabenizou o presidente pela iniciativa, quando criou o Projeto de Lei que deu início ao festival, em 2013. Se dirigindo ao empresário e agricultor Koji Fugita, disse ter sido uma honra sucedê-lo na presidência do Sindicato Rural e da forma como a convivência com a família Fugita, quando ainda um jovem agricultor, trouxe ensinamentos ao atual prefeito.

Ainda estiveram no palco a diretora de Cultura de Monte Alto, Cida Constâncio, os vereadores Thiago Cetroni, Donizete Morelli, Júlio Raposo do Amaral Neto e Carlos Gerber, e Lúcia Sumie Hamada, coordenadora do Grupo Yume no Machi.

As apresentações ficaram sob responsabilidade de artistas da cidade e região. O primeiro grupo a se apresentar foi o Yume no Machi, de Monte Alto, com o Odori infantil, tradicional dança japonesa. Em seguida, o grupo se apresentou com as senhoras e adolescentes e, de Ribeirão Preto, o Grupo Sakura Dance.

Após as danças, o violonista e professor Raphael Heiji Fuziy demonstrou seu talento com trilhas do CD “Sakura”, arranjos próprios de música japonesa, em álbum que era comercializado no festival.

O palco então foi tomado pelos imponentes tambores japoneses, com as apresentações dos Grupos de Taiko Nisho Wadaiko (Araraquara), Yume no Machi (Monte Alto) e Yukio Yamashita (Ribeirão Preto).

O Yume no Machi deu início aos seus trabalhos em maio deste ano. O grupo montealtense conquistou instrumentos por meio de um direcionamento de recursos da Câmara Municipal. Apadrinhados pelo Grupo Yukio Yamashita, os músicos ensaiaram por seis meses até sua apresentação neste festival.

Enquanto as apresentações seguiam, os presentes puderam experimentar o sukiyaki, preparado pela Associação Nipo Brasileira de Monte Alto, os souvenirs japoneses.

O evento, preparado com todo capricho pela equipe do Departamento de Cultura, em parceria com a Câmara Municipal e demais apoiadores, terminou com os munícipes deixando seus desejos de saúde, paz, fortuna ou amor, amarrados na árvore, para que fossem levados pelo vento e se tornassem realidade para o próximo ano.

Texto e fotos: Raphael Bertolli
Comunicação/Prefeitura de Monte Alto

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