Museu de Paleontologia “Prof. Antonio Celso de Arruda Campos”

O Museu de Paleontologia de Monte Alto inicialmente era parte integrante do Museu Histórico e Cultural “Dr. Fernando José Freire de Andrade”, sendo inaugurado em 22 de julho de 1992.

Em 2007, o Museu de Paleontologia passa a existir formalmente. Em 27 de junho de 2011, recebe o nome de Museu de Paleontologia “Professor Antonio Celso de Arruda Campos”, em homenagem ao seu fundador.

O Museu de Paleontologia preserva o acervo paleontológico da região de Monte Alto, a pesquisa científica nas áreas de Geologia e Paleontologia e a difusão da ciência no interior de São Paulo, bem como o estímulo e reconhecimento permanente à produção e sistematização de novos conhecimentos.

O museu é, ainda, ferramenta educacional para o desenvolvimento sociocultural regional e atua como instrumento de transformação e inclusão social, considerando as diversidades e especificidades locais.

Fachada do Museu de Paleontologia “Prof. Antonio Celso de Arruda Campos”

Sítios Paleontológicos 

Monte Alto possui mais de 30 pontos de coleta de fósseis. No entanto, quase todos os sítios paleontológicos ficam em propriedades privadas. Um ponto de escavação de grande relevância foi descoberto em meados de 1980: “Campo Campestre”. Nele foram coletados os primeiros fósseis que deram origem ao Museu de Paleontologia de Monte Alto.

Outro local onde vários fósseis foram encontrados é o bairro rural Morrinho de Santa Luzia: “Campo Morrinho”. Um dos exemplares fósseis encontrados neste local foi o Morrinhosuchus luziae, uma espécie nova de crocodilo que viveu há pelo menos 85 milhões de anos nos arredores do Morrinho de Santa Luzia. O nome dessa espécie homenageia o local em que ele foi encontrado.

O acervo 

Os fósseis são os principais componentes do acervo do Museu. São restos de animais e vegetais que viveram há milhões de anos na Terra e que ficaram incorporados às rochas. Na maioria dos casos, somente as partes duras dos organismos vivos ficaram preservadas.

O processo de conservação dos organismos ao longo do tempo geológico é chamado de fossilização: neste processo, os restos orgânicos são soterrados por sedimentos, protegendo-os de uma decomposição total ao longo do tempo. Os sedimentos tornam-se rochas e os restos orgânicos preservados nelas são chamados de fósseis. Portanto, a rocha e os fósseis preservados nelas terão a mesma idade.

As pesquisas realizadas com os fósseis da região de Monte Alto e outros municípios do oeste paulista são oriundas de organismos encontrados em rochas da Bacia Bauru. Esta bacia sedimentar formou-se no Período Cretáceo, o último da Era dos Dinossauros (Era Mesozoica), do qual pertencem os fósseis encontrados em Monte Alto e região.

Acervo do Museu de Paleontologia de Monte Alto

Escavações 

As atividades de busca e preparação de fósseis são, em geral, feitas pela equipe do museu e parceiros que atuam voluntariamente. A descoberta de fósseis é de grande valor científico e já atraiu para Monte Alto renomados paleontólogos brasileiros e estrangeiros, com os quais vários trabalhos científicos foram desenvolvidos em conjunto com os paleontólogos do Museu e publicados em revistas brasileiras e internacionais, ampliando, assim, a divulgação do Museu e, portanto, a cidade de Monte Alto, elevando seu nome para diversos locais do mundo, o que a torna uma referência nesta área de estudo.

As pesquisas paleontológicas na região Monte Alto iniciaram-se na década de 1980 e continuam sendo feitas sistematicamente. Os primeiros fósseis encontrados em Monte Alto, que compõem o acervo do museu, pertencem a um grande dinossauro do grupo dos Titanossauros. Atualmente, estão expostos para o público no salão de exposição do Museu, assim como os fósseis de um outro Titanossauro, denominado Arrudatitan maximus (gênero e espécie nova), que foram alocados em uma grande vitrine com partes do seu esqueleto articulado, simulando o campo de escavação.

Além dos ossos de dinossauros, estão expostos no museu fósseis de crocodilos (Baurusuchus salgadoensis, Caipirasuchus montealtensis, Montealtosuchus arrudacamposi, Morrinhosuchus luziae e Caipirasuchus paulistanus), tartarugas, moluscos bivalves e peças doadas por outras instituições, amigos e professores.

Fósseis do Titanossauro Arrudatitan maximus, encontrados em Monte Alto e expostos no acervo do Museu

Museu Acessível

Além de todo o acervo, réplicas de impressão 3D de fósseis e suas reconstruções, produzidas pelo Núcleo de Tecnologias Tridimensionais – Centro de Tecnologias da Informação Renato Archer (CTI) Campinas-SP, foram disponibilizadas para que os visitantes, especialmente os que possuem deficiência visual, possam ter um contato mais direto com a Paleontologia.

Neste Museu, a forma de exposição do acervo facilita o acesso dos visitantes, sendo acessível a idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Etiquetas em braile vêm, progressivamente, sendo instaladas, facilitando o acesso a deficientes visuais, e/ou medidas de acessibilidade comunicacional (de modo a diminuir barreiras na comunicação interpessoal, escrita e virtual), de forma que a jornada ao longo do museu, cada vez mais, incentive e estimule a inclusão sociocultural da população, promovendo uma verdadeira democratização do acesso ao conhecimento.

Mais informações

Onde fica? Centro Cívico e Cultural “Dr. Elias Bahdur” (Avenida 15 de Maio, Praça do Centenário, s/n, Centro)
Dias e horários de visitação: terça-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h30 | sábado e domingo, das 13h às 16h30
Possui visita monitorada? Sim
Como agendar? (16) 3244-4060
E-mail: cultura@montealto.sp.gov.br
Responsável: Dra. Sandra Aparecida Simionato Tavares
Redes Sociais: @museudepaleontologia